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Histórico e Contextualização


Em 2015 o Programa de Pós-Graduação em História da UFPR completou 44 anos de criação do curso de Mestrado e 33 anos do curso de Doutorado. Um olhar retrospectivo para este percurso se traduz inicialmente pelos dados numéricos: até o final de 2015, formamos 454 mestres e 169 doutores que, em sua maioria, atuam em instituições de ensino superior públicas e privadas e também em museus e arquivos no Estado do Paraná e em outros Estados da Federação. Deve-se, entretanto, registrar que uma boa parte dos nossos egressos atuam na educação básica (ensinos fundamental e médio).
Em seu início, o PPGHIS/UFPR construiu uma identidade historiográfica vinculando História das Populações e História Econômica. Seu escopo temático, teórico e metodológico foi ampliado ao se acrescentarem, no princípio da década de 1990, áreas como a História Urbana, a História das Ideias e da Cultura e a História das Instituições. A renovação do corpo docente na metade daquela década se fez acompanhar de uma nova e importante mudança de orientação na área de concentração, voltada para as articulações entre História, Cultura e Sociedade. Em 1996, essa nova orientação atendeu a interesses de pesquisa de grupos, ou de pesquisadores isoladamente, e significou um reordenamento, ou podemos mesmo dizer uma calibragem dos pressupostos teóricos do PPGHIS/UFPR com os debates e as reorientações do campo historiográfico nacional e internacional. 
Isso se manifesta no escopo temático das Teses e Dissertações. Quanto a dissertações de Mestrado, a História do Paraná concentrou as atenções de entre dois terços a quatro quintos de todas elas entre 1984 e 2000. Nos anos 2000, dissertações centradas em temas de história local e regional compuseram entre dois quintos e a metade do total, proporção que caiu para um terço durante o intervalo 2011-2015. No outro extremo, nenhuma dissertação teve temática externa às fronteiras brasileiras até 1999. Durante os anos 2000, a proporção das dissertações com temática internacional foi de um quinto, chegando a cerca de dois quintos durante os anos 2011-2015. Nota-se que a temática internacional ultrapassou em número a local durante os últimos anos. Quanto a abordar o Brasil fora do Paraná, a proporção passou de um quinto nos anos 1970 para algo entre um terço e dois quintos nos anos 1980. Transitou para algo entre um quarto e um terço na entre 2001 e 2015. É saudável que a temática regional não tenha sido abandonada nesse processo de alargamento do escopo dos assuntos abrangidos pelos trabalhos dos alunos do programa. A incorporação de temáticas mais alargadas reflete a diversificação teórica, metodológica, de origem e trajeto dos profissionais e das formas de cooperação científica com outros centros e instituições. Isso também se manifesta no Doutorado, no qual as duas Teses defendidas nos anos 1970 abordaram temas paranaenses. Nos anos 90, metade delas o fez. Na década de 2000, a proporção passou a oscilar entre a metade e os dois quintos, chegando a um quarto na primeira metade da década de 2010. Na outra ponta, temáticas internacionais apareceram nas Teses em 1998, tendo alcançado um sexto delas entre 1996 e 2000 e entre um quinto e um quarto de 2001 a 2010. A marca da temática externa ao país alcançou quase um terço na primeira metade dos anos 2010. O Brasil, excetuado o Paraná, apareceu nos temas das Teses de Doutorado à razão de entre um terço e metade delas nos anos 1990, oscilando entre um e dois quintos do total nos anos 2000 e de dois quintos a metade na primeira metade da década de 2010.
A diversificação se reflete também na quantidade mesma de Teses e Dissertações defendidas. No caso do Mestrado, houve seis ou sete defesas de Dissertação ao ano durante os anos 1970. Na década de 1980, tratou-se de 4 ou 5 defesas ao ano, número que quase chegou a 9 ao ano nos anos 1990, quase 18 ao ano entre 2001 e 2010 e vinte ou vinte e uma anuais entre 2011 e 2015. No Doutorado, houve duas defesas nos cinco anos estendidos de 1986 a 1990, no mínimo duas – com um pouco mais em alguns anos – durante os anos 1990, oito ao ano na década de 2000 e 11 ou 12 anuais durante a primeira metade dos anos 2010.
O PPGHIS/UFPR está, desde 2014, estruturado em torno de quatro Linhas de Pesquisa. A última alteração no âmbito das Linhas de Pesquisa havia ocorrido em 2008 e resultou em grande medida do reordenamento teórico e do processo intenso de mais de uma década de renovação do quadro de professores, tendo a criação da nova Linha em 2014 resultado de uma característica importante do Programa e que se manifestou em vários momentos de sua história: o equilíbrio entre a inovação e a experiência. A produção intelectual de nossos docentes, em termos de diversidade e abrangência, é um indicador deste processo, bem como a inserção dos pesquisadores em grupos de pesquisa novos e outros bastante consolidados. A experiência de professores no ensino, na pesquisa e na orientação de dissertações e teses, assim como de trabalhos de Iniciação Científica e Trabalhos de Conclusão de Cursos de Graduação, se manteve com a incorporação de professores titulados mais recentemente (com doutorados defendidos nos últimos cinco anos), mantendo assim no Programa um saudável equilíbrio entre a experiência de pesquisadores mais maduros e a inovação representada pelo credenciamento de jovens doutores. Dos 26 docentes permanentes que integravam o Programa no final de 2015, 06 titularam-se antes de 1996; 06 titularam-se entre 1996 e 2000; 12 foram titulados entre 2001 e 2010 e 02 doutoraram-se nos últimos 05 anos.
A efetivação dos objetivos definidos pelo Programa tem sido buscada e garantida por um constante investimento do PPGHIS/UFPR na pesquisa e na produção intelectual por parte do corpo docente e discente, acompanhando não só o debate acadêmico atual, mas, sobretudo, as transformações do campo historiográfico. Nesta direção, as Linhas de Pesquisa do PPGHIS/UFPR desempenham importante papel, seja na coordenação acadêmica das disciplinas, seja através dos seminários mensais que dão visibilidade às atividades e aos projetos de pesquisa e de extensão, consolidando a interlocução entre pares e com os estudantes; seja ainda pela organização de eventos acadêmicos, contando com a presença de convidados de outros Programas nacionais e de instituições estrangeiras. As Linhas de Pesquisa procuram atender aos interesses de seus integrantes ao mesmo tempo em que estimulam e incentivam o debate acadêmico a partir de pressupostos teóricos e metodológicos básicos que justifiquem as suas atividades e garantam, desta forma, coerência e pertinência às Linhas.
A Linha de Pesquisa Cultura e Poder propõe reflexões e atividades voltadas ao entendimento das relações entre as formas de organização material e simbólica e as manifestações do poder nas sociedades. Sua especificidade está determinada pela compreensão de que as imagens, os mitos, as visões de mundo, os discursos, enfim, todas as formas de representação social podem ser entendidas como participantes de processos de modelagem de comportamentos, hábitos e atitudes ou, no limite, da imposição de uma relação de dominação. Entende-se que as questões relativas à cultura somente se tornam inteligíveis se remetidas à discussão sobre as maneiras como se manifestam e se realizam as relações de poder. Por outro lado, projetos de dominação não podem ser realizados somente com base no uso da força e/ou de uma variedade de retribuições materiais feitas pelos grupos dominantes aos demais. Assim, para que as relações de poder se sustentem e se perpetuem, torna-se necessário lançar mão de uma variedade de recursos simbólicos, imagísticos e comportamentais. Nesse sentido, a Linha de Pesquisa Cultura e Poder congrega investigações voltadas para as mudanças/permanências culturais entendidas sob a ótica dos seus efeitos sobre as relações de poder, como também aquelas preocupadas com o estudo da imposição de vontades particulares sobre a sociedade, ou a resistência-oposição a elas, considerando que a cultura, em suas várias manifestações, desempenha importante papel nesse processo. São componentes dessa Linha os(as) professores(as) doutores(as): Renan Frighetto, Fátima Regina Fernandes, Dennison de  Oliveira, Marcella Lopes Guimarães e Pedro Plaza Pinto, como professores permanentes, e o professor colaborador Bernardo Guadalupe dos Santos Lins Brandão, professor do Departamento de Linguística da UFPR.
A Linha de Pesquisa Espaço e Sociabilidades toma como objetos referenciais as configurações sociais assumidas pelas sociedades modernas e contemporâneas tendo como pressuposto que a essas configurações correspondem novas formas de relacionamento entre indivíduos, camadas e grupos sociais, bem como novas práticas e concepções que permitem a constituição de espaços diferenciados de sociabilidade. A partir desse entendimento, as investigações abrigadas na Linha de Pesquisa Espaço e Sociabilidades procuram compreender os processos de integração e interação de indivíduos e grupos sociais e a maneira pela qual concebem, representam, constroem, utilizam e controlam espaços diversificados, abrangendo escalas bastante diferenciadas e mesmo interdependentes, como a família e o espaço doméstico, o amplo palco da cidade ou mesmo de impérios. Contempla-se a apreensão de matizes diferenciados de sociabilidades, tais como as relações sociais organizadas na família, nas associações, nas irmandades, no trabalho, na igreja ou no mercado, envolvendo, em suas especificidades, relações afetivas, de parentesco, de gênero ou de poder. Durante o ano de 2015, compuseram essa Linha de pesquisa na categoria de permanentes os(as) professores(as) doutores(as) Sérgio Odilon Nadalin, Maria Luiza Andreazza (até 16/04/2015), Antonio Cesar de Almeida Santos, Luiz Geraldo Santos da Silva, Carlos Alberto Medeiros Lima, Andréa Carla Doré, Joseli Maria Nunes Mendonça, Martha Daisson Hameister, Renato Lopes Leite, Luiz Carlos Ribeiro, Rafael Faraco Benthien e Hector Rolando Guerra Hernández.
A Linha de Pesquisa Intersubjetividade e Pluralidade: reflexão e sentimentos na História abriga pesquisadores que atuam com o objetivo de analisar as sociedades no tempo, suas rupturas e permanências, considerando a emergência do sujeito como princípio e valor e que razão e sentimentos, dimensões da subjetividade, não são oposições binárias, na medida em que deles decorrem pensamentos, atitudes, sensibilidades, linguagens e discursos que somente adquirem sentido nas relações dialógicas, cuja materialização se realiza em espaços públicos e privados. Nesta Linha de Pesquisa são desenvolvidos estudos sobre os percursos históricos e historiográficos que fundamentam a construção teórica dos sentimentos, das identidades, dos comportamentos, das relações intersubjetivas e da pluralidade social e cultural, nas suas diferentes modalidades discursivas e delimitações temporais e temáticas. Deste recorte decorre um amplo espectro de temas, como os estudos históricos a partir de uma problematização da categoria gênero, a cultura material e imaterial, a história do corpo e da sexualidade, os esportes, a cultura e a sociedade, a história da alimentação, os estudos sobre a religião e as religiosidades, os sentimentos estéticos e as artes. São participantes dessa Linha na categoria de permanentes as professoras doutoras Marionilde Dias Brepohl de Magalhães, Ana Paula Vosne Martins, Renata Senna Garraffoni, Roseli Boschilia, Marcos Gonçalves e Karina Kosicki Bellotti, e os professores doutores colaboradores Euclides Marchi, professor aposentado do Programa finalizando suas orientações e André Mendes Capraro, professor do Departamento de Educação Física da UFPR.
A Linha de Pesquisa Arte, Memória e Narrativa surgiu como consequência de debates iniciados em 2013 tem por objetivo abordar as relações históricas entre artes, formas narrativas e cultura, particularmente no que compete às interconexões simbólicas entre a historicidade das linguagens e os principais vetores morais, sociais e políticos presentes num determinado contexto. Compreende-se que toda obra de linguagem situa-se no cruzamento entre a memória individual e a memória coletiva, estando portanto em relação íntima com seu tempo e com as condições de sua produção e circulação. Através desta perspectiva, a inserção histórica das artes e narrativas envolve a consideração e a análise das propriedades intrínsecas de cada linguagem considerada, o que implica aceitar que as próprias formas de expressão ficcional possuem uma historicidade latente, tão relevante quanto as temáticas abordadas ou as suas eventuais circulações sociais. As pesquisas em desenvolvimento na pós-graduação abordam a interação entre história cultural e história das linguagens, com ênfase em temas gerais como narrativas, ficções e imaginário político; mídias, memória e patrimônio; imagem e ciência; arte e resistência; teoria da história e historiografia.  Integram essa Linha na categoria de professores permanentes, os(as) professore(a)s doutores(as) Magnus Roberto de Mello Pereira, Rosane Kaminski, Vinicius Nicastro Honesko e Clovis Gruner e os professores doutores colaboradores Artur Freitas e André Acastro Egg, docentes da FAP-UNESPAR, assim como André Luiz Joanilho, professor da UEL.
Em ações simultâneas, o PPGHIS/UFPR tem aplicado uma política de qualificação do corpo docente, por meio de estágios de pós-doutorado, e se empenhado na criação de estratégias de internacionalização. Mantemos os contatos já estabelecidos desde o início da criação do Programa com a França, Portugal, Espanha e Alemanha e outras conexões têm sido consolidadas, com a Argentina, Cuba e Chile. As ações de internacionalização serão detalhadas nos itens Intercâmbios e Internacionalização.
A diversidade temática, temporal e espacial dos projetos de pesquisa, desenvolvidos em consonância com as ementas das respectivas Linhas de Pesquisa, tem favorecido o estabelecimento de vínculos acadêmicos entre docentes e discentes, que podem ser percebidos por intermédio da produção científica e técnica dos professores e estudantes do Programa.
O PPGHIS/UFPR é hoje um programa consolidado, produtivo e com excelente conceito nacional e internacional, avaliado com nota 5 pela CAPES e reconhecido não só no Estado do Paraná e na Região Sul do país, como em universidades de outros estados e de outros países com as quais temos estabelecido contatos acadêmicos através dos docentes e estudantes de pós-graduação com bolsas sanduíche. Verifica-se uma demanda crescente de professores de outras instituições que buscam realizar estágios de pós-doutorado no PPGHIS/UFPR.
Nossos professores afirmam-se, cada vez mais, como participantes destacados no debate historiográfico nacional, além de serem chamados para atuar em instituições internacionais, o que evidencia a qualidade acadêmica do Programa. 
O Programa tem dez professores Bolsistas de Produtividade em Pesquisa do CNPq: Sergio Odilon Nadalin (1A), Marionilde Dias Brepohl de Magalhães (1C), Renan Friguetto (1D), Luiz Geraldo Santos da Silva (1D), Fátima Regina Fernandes (2), Magnus Roberto de Mello Pereira (2), Maria Luiza Andreazza (2), que atuou no PPGHIS até abril de 2015, Renato Lopes Leite (2), Ana Paula Vosne Martins (2) e Carlos Alberto Medeiros Lima (2). Durante o ano de 2015, mais uma professora, a doutora Fátima Regina Fernandes, passou à classe de professora titular, juntando-se à professora Marionilde Dias Brepohl de Magalhães. Em 2015, diversos professores do Programa estiveram afastados para realizar estágios de pós-doutorado: a professora Ana Paula Vosne Martins, realizando estágio de pós-doutorado na Universidade Federal Fluminense, com início em agosto de 2015; o professor Dennison de Oliveira, que concluiu seu estágio de pós-doutorado no Instituto de Estudos Estratégicos da Universidade Federal Fluminense, com bolsa da Faperj, em março de 2015; a professora Joseli Mendonça, que concluiu em julho de 2015, seu estágio pós-doutoral na Universidade Federal Fluminense e o professor Magnus Roberto de Mello Pereira, que realizou estágio de pós-doutorado na Universidade de Lisboa entre fevereiro e dezembro de 2015.

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